
Um site dedicado ao humor e à cultura relacionados com os peixes e a ictiologia. Contribuições são bem vindas.
12/10/2009
11/16/2009
O fim da linha

Um título bem escolhido para um filme importantíssimo! Estou a organizar uma apresentação na Universidade dos Açores. E aderi à campanha, obviamente, reclamando os meus 2 hectares de oceano. Só ainda não vi os episódios- mas não perde pela demora.
11/08/2009
O guia definitivo dos peixes do Atlântico e Mediterrâneo

Foi publicado (em PDF) a versão 5 do livro Identification et Classification des Chondrichtyens et des Actinoptérygiens du Nord-est Atlantique et de la Méditerranée.
Este trabalho, que tem o apoio do Muséum National d'Histoire Naturelle, é muito importante (e, que eu saiba, pioneiro), pelas condições de partida que assume. Pretende-se listar a fauna de peixes ósseos e cartilagíneos do Atlântico Europeu, do Mediterrâneos e das zonas limítrofes, mas com as seguintes condições:
- apresentar fotografias padronizadas de todas as espécies;
- ser baseado em exemplares depositados em colecções institucionais;
- existência de amostras para biologia molecular recolhidas desses exemplares e colocadas à disposição dos investigadores;
- usar uma classificação apoiada nos resultados de análises cladísticas (moleculares ou morfológicas).
9/29/2009
O peixe jazista
O cartaz da edição de 1998 do Seixal Jazz tinha como tema um peixe a tocar saxofone. Eu sei porque estive lá, e tenho a t-shirt. Esse mesmo motivo foi agora incluído numa colecção de selos dedicada a cartazes de jazz.
O peixe é claramente inspirado num Antennariidade, de que não resisto a deixar aqui um gif animado que tirei sem autorização do site de Teresa Zubi, uma amadora fascinada por estes animais:
9/28/2009
Julie Bell
Julie Bell é casada com Boris Vallejo e, para além de posar para os quadros do marido é também pintora. Do catálogo do casal, repesquei estas imagens: uma sereia, uma interpretação muito livre de um peixe vermelho, e um tubarão... diferente.
Julie Bell, Beauty and the Steel Beast5/19/2009
5/10/2009
5/02/2009
Fish! philosophy (???)

The FISH! Philosophy is a set of simple, practical tools to help you create the work culture you’ve been looking for. It’s a way to build stronger relationships that equip you to face your challenges more effectively. The FISH! Philosophy fulfills the most basic needs of human beings who, in turn, fulfill the needs of the organization—more connected teams, better communication, extraordinary service and higher retention.
Deve ser bom: o DVD tem 18 minutos e custa 850 USD!!!
Punk fish
Osmani Simanca, Brasil
Vencedor do 1º prémio na categoria "Gag Cartoon" do World Press Cartoon 2009
3/24/2009
3/01/2009

O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema contituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho pintor – sendo o vermelho nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.”
2/17/2009
The European Union Action Plan for the Conservation and Management of Sharks
The European Commission's Action plan for the Conservation and Management of Sharks [...] is based on the following three specific objectives:
- deepen knowledge both on shark fisheries and on shark species and their role in the ecosystem;
- ensure that directed fisheries for shark are sustainable and that their by-catches are properly regulated;
- encourage a coherent approach between the internal and external EC fishery policy for sharks.
1/23/2009
Artificial fishes

Xiaoyuan Tu & Demetri Terzopoulos, 1994. Artificial fishes: physics, locomotion, perception, behavior. Proceedings of the 21st annual conference on Computer graphics and interactive techniques, pp: 43 - 50
This paper proposes a framework for animation that can achieve the intricacy of motion evident in certain natural ecosystems with minimal input from the animator. The realistic appearance,
movement, and behavior of individual animals, as well as the patterns of behavior evident in groups of animals fall within the scope of the framework. Our approach to emulating this level of natural complexity is to model each animal holistically as an autonomous agent situated in its physical world. To demonstrate the approach, we develop a physics-based, virtual marine world. The world is inhabited by artificial fishes that can swim hydrodynamically in simulated water through the motor control of internal muscles that motivate fins. Their repertoire of behaviors relies on their perception of the dynamic environment. As in nature, the detailed motions of artificial fishes in their virtual habitat are not entirely predictable because they are not scripted.
Shark Waters

For filmmaker Rob Stewart, exploring sharks began as an underwater adventure. What it turned into was a beautiful and dangerous life journey into the balance of life on earth.
Driven by passion fed from a lifelong fascination with sharks, Stewart debunks historical stereotypes and media depictions of sharks as bloodthirsty, man-eating monsters and reveals the reality of sharks as pillars in the evolution of the seas.
Filmed in visually stunning, high definition video, Sharkwater takes you into the most shark rich waters of the world, exposing the exploitation and corruption surrounding the world's shark populations in the marine reserves of Cocos Island, Costa Rica and the Galapagos Islands, Ecuador.

12/22/2008
Destino de peixe
Nunca vou desistir da vida
Mesmo se à frente os atuns
arregalam os olhos
Mesmo se atrás
abrem as bocas dos tubarões
Nunca vou desistir da esperança
Mesmo se a bombordo
arrastam malhas e redes
Mesmo se a estibordo
abanam iscas e anzóis
Decidi nunca desistir do desejo
De mergulhar nas águas frescas
de saltar nas ondas espumantes
Mesmo aqui
no fundo deste barco de pescador
de regresso ao porto
da minha última escala.
Queria pôr aqui a ligação, mas o livro não está listado no site da Editora, a Livros Horizonte... Mas pode ler-se o prefácio de Mário Ruivo no Barramar.
9/18/2008
Cognição em peixes
6/11/2008
Peixes e qualidade de água
No âmbito da Directiva Quadro da Água é necessário avaliar e monitorizar o estado ecológico das massas de água, constituindo os peixes um dos grupos indicadores para as massas de água doce e de transição.
O trabalho a este nível está muito atrasado, e o que existe tem sido desenvolvido para rios. Já temos (desde Janeiro) um protocolo de amostragem, valha-nos isso, mas há muito trabalho a fazer na elaboração de índices de qualidade a partir da informação recolhida.
Existem actualmente quatro índices de qualidade baseados em peixes:
- IBI (Index of Biotic Integrity), de Karr et al., 1986- desenvolvido e usado sobretudo nos Estados Unidos
- IBICAT, de Sosta et al., 2003- desenvolvido para a Catalunha (v. tb. Benejam, 2008)
- FBI, de Oberdoff et al., 2002- desenvolvido para França
- EFAI, de Pont et al., 2006, em desenvolvimento para toda a Europa.
L. Benejam, E. Aparicio, M. J. Vargas, A. Vila-Gispert and E. García-Berthou, 2008. Assessing fish metrics and biotic indices in a Mediterranean stream: effects of uncertain native status of fish. Hydrobiologia 603:197–210
Karr J. R., K. D. Fausch, P. L. Angermeier, P. R. Yant & I. J. Schlosser, 1986. Assessing Biological Integrity in Running Waters: A Method and its Rationale. Illinois Natural History Survey, Champaign, Illinois.
Oberdorff, T., D. Pont, B. Hugueny & J. P. Porcher, 2002. Development and validation of a fish-based index for the assessment of rivers ‘health’ in France. Freshwater Biology 47: 1720–1735.
Pont, D., B. Hugueny, U. Beier, D. Goffaux, A. Melcher, R. Noble, C. Rogers, N. Roset & S. Schmutz, 2006. Assessing river biotic condition at a continental scale: a European approach using functional metrics and fish assemblages. Journal of Applied Ecology 43: 70–80.
Sostoa, A., N. Caiola, D. Vinyoles, S. Sanchez & C. Franch, 2003. Development of a biotic integrity index (IBICAT) based on the use of fish as indicators of the environmental
quality of the rivers of Catalonia. (In Catalan). Report to the Catalan Water Agency, Barcelona. [available on-line at: http://www.gencat.net/aca/en//planificacio/directiva/treballs.jsp#C].
6/09/2008
Capital natural e capital construído

Parece óbvio, não é?
O que não é óbvio é a ilustração provir de um artigo de um (arrgg!) economista, Herman Daly, num artigo publicado no Scientific American:Most contemporary economists do not agree that the U.S. economy and others are heading into uneconomic growth. They largely ignore the issue of sustainability and trust that because we have come so far with growth, we can keep on going ad infinitum.Vale a pena ler o resto do artigo e, já agora, os restantes do mesmo autor.
[...]But the facts are plain and uncontestable: the biosphere is finite, nongrowing, closed (except for the constant input of solar energy), and constrained by the laws of thermodynamics. Any subsystem, such as the economy, must at some point cease growing and adapt itself to a
dynamic equilibrium, something like a steady state. Birth rates must equal death rates, and production rates of commodities must equal depreciation rates.
6/07/2008
5/31/2008
Materpiscis attenboroughi
Ora, que havia peixes mães não é novidade para muitas pessoas: muitos tubarões são vivíparos, como se pode ver neste excelente vídeo. O que já menos pessoas sabem é que os tubarões terão surgido pouco depois dos placodermes (de que o Materpiscis é um exemplo). São um grupo-irmão, na gíria cladística:
Materpiscis está datado de há 380 milhões de anos, mas existe um fóssil intacto de tubarão com 409 milhões de anos. Ou seja, quando este animal específico morreu nadavam tubarões no mar há muuuuuuito tempo. De facto, ambos este fósseis são do Devónico, a Idade dos Peixes, quando se pensa que a separação entre placodermes e elasmobrânquios se deu no início do Silúrico.O que significa então ser a mais antiga mãe do mundo? Apenas que este é o registo de viviparidade mais antigo que se conhece.
Mas deixa-me a pensar que pode ter acontecido que descendamos de um ancestral vivíparo, que perdeu essa capacidade na cisão dos peixes ósseos, apenas para a re-ganhar com a passagem para o meio terrestre, através do longo processo cujas etapas são ainda hoje visível nos anfíbios, répteis, monotrématos e marsupiais. Mas talvez não: afinal a viviparidade evoluiu pelo menos 42 vezes em 5 dos 9 principais grupos de peixes...






