Ninfa do Lago
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Ninfa do Rio
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Ninfa do Oceano
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Ninfa das Águas Subterrâneas
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Fontana delle Naiadi, Roma. Fonte: Thais As
ninfas são espíritos, geralmente alados, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas. Existe um conjunto especial de ninfas aquáticas, que compreendem as náiades, associadas à água doce, as oceânidas, da água salgada, e as
nereidas, das águas subterrâneas.
As
náiades têm o dom da cura e da profecia. São extremamente belas, com a pele azulada e olhos muito azuis. A essência de uma náiade está ligada a um corpo de água específico, como uma fonte, um poço ou um riacho. Se a água seca, a náiade morre.
A Fontana delle Naiadi, em Roma, foi construída em 1888 sob desenho de Alessandro Guerrieri. Em 1901 os leões de gesso que continha nos quatro cantos foram substituídos por um conjunto de quatro ninfas esculpidas por Mario Rutelli: a Ninfa do Lago, com um cisne, a Ninfa do Rio, sobre um monstro ribeirinho, a Ninfa do Oceano, segurando um cavalo selvagem simbolizando a rebentação das ondas, e a Ninfa das Águas Subterrâneas, deitada no dorso de um dragão. A inauguração destas figuras causou um escândalo em Roma (conforme se conta nas
Curiositá Romane), de tal forma que durante algum tempo se manteve uma vedação em torno da fonte enquanto se moviam influências para que as impúdicas ninfas fossem removidas daquele local, em nome da moral e da decência.
Em 1912 Rutelli colocou no centro da fonte
Glauco, ainda na sua figura mortal, segurando um peixe.

O nome da fonte contém um erro taxonómico, pois apenas uma das ninfas é uma náiade, mas isso não altera o facto de esta ser considerada a mais bela de todas as fontes modernas de Roma.